A Prefeitura de Parauapebas realizou a primeira mesa de negociação para discutir o reajuste salarial dos servidores públicos municipais. O encontro reuniu representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Pará (Sindsaúde), Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) e Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar), que apresentaram suas propostas e reivindicações.
Durante a reunião, a gestão municipal propôs uma reposição inflacionária de 4,83% sobre os salários, baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de um reajuste de 7,69% no vale alimentação, seguindo o IPCA de alimentos e bebidas. Os sindicatos, no entanto, defenderam um reajuste de 7,65% nos salários, considerando o ganho real do salário mínimo, e um vale alimentação no valor de R$ 1,5 mil, o que corresponde a um aumento de 15%.
A chefe de Gabinete, Joelma Leite, destacou que o governo está aberto ao diálogo, mas ressaltou os desafios financeiros enfrentados pela administração. “Dá para ver que todo mundo está querendo o melhor para cada categoria, tanto para o governo quanto para os servidores. Os sindicatos, claro, defendendo suas posições. Foi solicitado um aumento considerável, mas a proposta do governo, neste primeiro momento, é pela reposição inflacionária”, explicou.
Segundo Joelma, a Prefeitura analisará a possibilidade de um reajuste que inclua um percentual de ganho real para ser discutido na próxima rodada de negociações. “Nós estamos trabalhando com um orçamento que não foi elaborado por nós. Pegamos uma cidade com dívidas e precisamos organizar as contas para colocar Parauapebas nos trilhos. São muitos fatores a serem considerados”, afirmou.
A segunda mesa de negociação está marcada para o dia 14 de fevereiro, às 15h, quando as partes voltarão a debater os percentuais e buscar um consenso que atenda tanto às necessidades dos servidores quanto à realidade financeira do município.

